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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O que é Linguística

Linguagem. A pesquisa linguística é feita por filósofos e cientistas da linguagem que se preocupam em investigar quais são os desdobramentos e nuances envolvidos na linguagem humana.O jornalista norte-americano Russ Rymer certa vez a definiu ironicamente da seguinte maneira:2 Cquote1.svg A Linguística é a parte do conhecimento mais fortemente debatida no mundo acadêmico. Ela está encharcada com o sangue de poetas, teólogos, filósofos, filólogos, psicólogos, biólogos e neurologistas além de, não importa o quão pouco, qualquer sangue possível de ser extraído de gramáticos. Cquote2.svg Alternativamente, alguns chamam informalmente de linguista a uma pessoa versada ou conhecedora de muitas línguas, embora um termo mais adequado para este fim seja poliglota. Índice [esconder] 1 Divisões da linguística 2 A linguística histórica 3 Escolas de pensamento 4 Falantes, comunidades linguísticas e universais linguísticos 5 Fala versus escrita 6 Descrição e prescrição 7 Estudos inspirados no cérebro 8 Ver também 9 Referências 10 Bibliografia 11 Ligações externas Divisões da linguística[editar | editar código-fonte] Os linguistas dividem o estudo da linguagem em certo número de áreas que são estudadas mais ou menos independentemente. Estas são as divisões mais comuns: fonética, o estudo dos diferentes sons empregados em linguagem; fonologia, o estudo dos padrões dos sons básicos de uma língua; morfologia, o estudo da estrutura interna das palavras; sintaxe, o estudo de como a linguagem combina palavras para formar frases gramaticais. semântica, podendo ser, por exemplo, formal ou lexical, o estudo dos sentidos das frases e das palavras que a integram; lexicologia, o estudo do conjunto das palavras de um idioma, ramo de estudo que contribui para a lexicografia, área de atuação dedicada à elaboração de dicionários, enciclopédias e outras obras que descrevem o uso ou o sentido do léxico; terminologia, estudo que se dedicada ao conhecimento e análise dos léxicos especializados das ciências e das técnicas; estilística, o estudo do estilo na linguagem; pragmática, o estudo de como as oralizações são usadas (literalmente, figurativamente ou de quaisquer outras maneiras) nos atos comunicativos; filologia é o estudo dos textos e das linguagens antigas. Nem todos os linguistas concordam que todas essas divisões tenham grande significado. A maior parte dos linguistas cognitivos, por exemplo, acha, provavelmente, que as categorias "semântica" e "pragmática" são arbitrárias e quase todos os linguistas concordariam que essas divisões se sobrepõem consideravelmente. Por exemplo, a divisão gramática usualmente cobre fonologia, morfologia e sintaxe. Ainda existem campos como os da linguística teórica e da linguística histórica. A linguística teórica procura estudar questões tão diferentes sobre como as pessoas, usando suas particulares linguagens, conseguem realizar comunicação; quais propriedades todas as linguagens têm em comum, qual conhecimento uma pessoa deve possuir para ser capaz de usar uma linguagem e como a habilidade linguística é adquirida pelas crianças. A linguística histórica[editar | editar código-fonte] A linguística histórica, dominante no século XIX, tem por objetivo classificar as línguas do mundo de acordo com suas afiliações e descrever o seu desenvolvimento histórico. Na Europa do século XIX, a linguística privilegiava o estudo comparativo histórico das línguas indo-europeias, preocupando-se especialmente em encontrar suas raízes comuns e em traçar seu desenvolvimento. A preocupação com a descrição das línguas espalhou-se pelo mundo e milhares dessas foram analisadas em vários graus de profundidade. Quando esse trabalho esteve em desenvolvimento no início do século XX na América do Norte, os linguistas se confrontaram com línguas cujas estruturas diferiam fortemente do paradigma europeu, mais familiar. Percebeu-se, assim, a necessidade de se desenvolver uma teoria e métodos de análise da estrutura das línguas. Para a linguística histórico-comparativa ser aplicada a línguas desconhecidas, o trabalho inicial do linguista era fazer sua descrição completa. A linguagem verbal era, geralmente, vista como consistindo de vários níveis, ou camadas, e, supostamente, todas as línguas naturais humanas tinham o mesmo número desses níveis. O primeiro nível é a fonética, que se preocupa com os sons da língua sem considerar o sentido. Na descrição de uma língua desconhecida esse era o primeiro aspecto estrutural a ser estudado. A fonética divide-se em três: articulatória, que estuda as posições e os movimentos dos lábios, da língua e dos outros órgãos relacionados com a produção da fala (como as cordas vocais); acústica, que lida com as propriedades das ondas de som; e auditiva, que lida com a percepção da fala. O segundo nível é a fonologia, que identifica e estuda os menores elementos distintos (chamados de fonemas) que podem diferenciar o significado das palavras. A fonologia também inclui o estudo de unidades maiores como sílabas, palavras e frases fonológicas e de sua acentuação e entonação. O terceiro nível é a morfologia, que analisa as unidades com as quais as palavras são montadas, os morfemas. Esses são as menores unidades da gramática: raízes, prefixos e sufixos. Os falantes nativos reconhecem os morfemas como gramaticalmente significantes ou significativos. Eles podem frequentemente ser determinados por uma série de substituições. Um falante de inglês reconhece que make é uma palavra diferente de makes, pois o sufixo -s é um morfema distinto. Em inglês, a palavra morfeme consiste de dois morfemas, a raiz morph- e o sufixo -eme, nenhum dos quais tinha ocorrência isolada na língua inglesa por séculos, até morph ser adotado em linguística para a realização fonológica de um morfema e o verbo to morph ter sido cunhado para descrever um tipo de efeito visual feito em computadores. Um morfema pode ter diferentes realizações (morphs) em diferentes contextos. Por exemplo, o morfema verbal do do inglês tem três pronúncias bem distintas nas palavras do, does (com o sufixo -es) e don't (com a aposição do advérbio not em forma contracta -n't). Tais diferentes formas de um morfema são chamados de alomorfos. Os padrões de combinações de palavras de uma linguagem são conhecidos como sintaxe. O termo gramática usualmente cobre sintaxe e morfologia. O estudo dos significados das palavras e das construções sintáticas é chamado de semântica. Escolas de pensamento[editar | editar código-fonte] Question book.svg Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência, o que compromete sua credibilidade (desde junho de 2009). Por favor, melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto por meio de notas de rodapé. Encontre fontes: Google — notícias, livros, acadêmico — Scirus — Bing. Veja como referenciar e citar as fontes. Na Europa houve um desenvolvimento paralelo da linguística estrutural, influenciada muito fortemente por Ferdinand de Saussure, um estudioso suíço de indo-europeu cujas aulas de linguística geral, publicadas postumamente por seus alunos, deram a direção da análise linguística europeia da década de 1920 em diante; esse enfoque foi amplamente adotado em outros campos sob o termo "estruturalismo" ou análise estruturalista. Ferdinand de Saussure também é considerado o fundador da semiologia. Durante a Segunda Guerra Mundial, Leonard Bloomfield e vários de seus alunos e colegas desenvolveram material de ensino para uma variedade de línguas cujo conhecimento era necessário para o esforço de guerra. Este trabalho levou ao aumento da proeminência do campo da linguística, que se tornou uma disciplina reconhecida na maioria das universidades americanas somente após a guerra. Noam Chomsky desenvolveu seu modelo formal de linguagem, conhecido como gramática transformacional, sob a influência de seu professor Zellig Harris, que por sua vez foi fortemente influenciado por Bloomfield. O modelo de Chomsky foi reconhecidamente dominante desde a década de 1960 até a de 1980 e desfruta ainda de elevada consideração em alguns círculos de linguistas. Steven Pinker tem se ocupado em clarificar e simplificar as ideias de Chomsky com muito mais significância para o estudo da linguagem em geral. Outro aluno de Zellig Harris, Maurice Gross, desenvolveu o léxico-gramática, método de descrição formal que dá enfoque ao léxico. A linguística de corpus, voltada ao uso de coleções de textos ou corpora, se desenvolveu nos anos 1960 e se popularizou nos anos 1980. Da década de 1980 em diante, os enfoques pragmáticos, funcionais e cognitivos vêm ganhando terreno nos Estados Unidos e na Europa. Umas poucas figuras importantes nesse movimento são Michael Halliday, cuja gramática sistêmica-funcional é muito estudada no Reino Unido, Canadá, Austrália, China e Japão; Dell Hymes, que desenvolveu o enfoque pragmático "A Etnografia do Falar"; George Lakoff, Leonard Talmy, e Ronald Langacker, que foram os pioneiros da linguística cognitiva; Charles Fillmore e Adele Eva Goldberg, que estão associados com a gramática da construção; e entre os linguistas que desenvolvem vários tipos da chamada gramática funcional estão Simon Dik, Talmy Givon e Robert Van Valin, Jr. Merece também destacar, nos finais do século XX, a partir de 1995, os trabalhos do linguista Jairo Galindo com a criação das Línguas Experimentais Umonani (Brasil) e Uiraka (Colômbia), que deu origem à Linguística Experimental. Já no começo do século XXI, os trabalhos são aprofundados através de línguas dinâmicas naturais. O que vai concluir com as linguagens dinâmicas reais: Umonani e Uiraka. Esses trabalhos vão dar origem a teoria da Linguística diversificada, Lindi. Sendo que os estudos nesta área vão remontar a mais de 12007 anos, e os estudiosos em linguagens dinâmicas reais vão se denominar, linguistas diversificados. Falantes, comunidades linguísticas e universais linguísticos[editar | editar código-fonte] Os linguistas também diferem em quão grande é o grupo de usuários das linguagens que eles estudam. Alguns analisam detalhadamente a linguagem ou o desenvolvimento da linguagem de um dado indivíduo. Outros estudam a linguagem de toda uma comunidade, como por exemplo a linguagem de todos os que falam o Black English Vernacular. Outros ainda tentam encontrar conceitos linguísticos universais que se apliquem, em algum nível abstrato, a todos os usuários de qualquer linguagem humana. Esse último projeto tem sido defendido por Noam Chomsky e interessa a muitas pessoas que trabalham nas áreas de psicolinguística e de Ciência da Cognição. A pressuposição é que existem propriedades universais na linguagem humana que permitiriam a obtenção de importantes e profundos entendimentos sobre a mente humana. Fala versus escrita[editar | editar código-fonte] Alguns linguistas contemporâneos acham que a fala é um objeto de estudo mais importante do que a escrita. Talvez porque ela seja uma característica universal dos seres humanos, e a escrita não (pois existem muitas culturas que não possuem a escrita). O fato de as pessoas aprenderem a falar e a processar a linguagem oral mais facilmente e mais precocemente do que a linguagem escrita também é outro fator. Alguns (veja cientistas da cognição) acham que o cérebro tem um "módulo de linguagem" inato e que podemos obter conhecimento sobre ele estudando mais a fala que a escrita. A escrita também é muito estudada e novos meios de estudá-la são constantemente criados. Por exemplo, na intersecção do corpus linguístico e da linguística computacional, os modelos computadorizados são usados para estudar milhares de exemplos da língua escrita do Wall Street Journal, por exemplo. Bases de dados semelhantes sobre a fala já existem, um dos destaques é o Child Language Data Exchange System3 ou, em tradução livre, "Sistema de Intercâmbio de Dados da Linguagem Infantil". Descrição e prescrição[editar | editar código-fonte] Provavelmente, a maior parte do trabalho feito atualmente sob o nome de linguística é puramente descritivo. Há, também, alguns profissionais (e mesmo amadores) que procuram estabelecer regras para a linguagem, sustentando um padrão particular que todos devem seguir. As pessoas atuantes nesses esforços de descrição e regulamentação têm sérias desavenças sobre como e por que razão a linguagem deve ser estudada. Esses dois grupos podem descrever o mesmo fenômeno de modos diferentes, em linguagens diferentes. Aquilo que, para um grupo é uso incorreto, para o outro é uso idiossincrático, ou apenas simplesmente o uso de um subgrupo particular (geralmente menos poderoso socialmente do que o subgrupo social principal, que usa a mesma linguagem). Em alguns contextos, as melhores definições de linguística e linguista podem ser: aquilo estudado em um típico departamento de linguística de uma universidade e a pessoa que ensina em tal departamento. A linguística, nesse sentido estrito, geralmente não se refere à aprendizagem de outras línguas que não a nativa do estudioso (exceto quando ajuda a criar modelos formais de linguagem). Especialistas em linguística não realizam análise literária e não se aplicam a esforços para regulamentar como aqueles encontrados em livros como The Elements of Style (Os Elementos de Estilo, em tradução livre), de Strunk e White. Os linguistas procuram estudar o que as pessoas efetivamente fazem, nos seus esforços para comunicar usando a linguagem, e não o que elas deveriam fazer. Estudos inspirados no cérebro[editar | editar código-fonte] Psicolinguística e neurociência fazem pesquisa linguística centrada no cérebro. Ver também[editar | editar código-fonte] Portal A Wikipédia possui o portal: Linguística Charles Sanders Peirce Sir William Jones Jacob Grimm Franz Bopp Franz Boas Leonard Bloomfield Marcos Bagno, linguista brasileiro atuante na UnB Edward Sapir Roman Jakobson Benjamin Lee Whorf Samuel Ichiye Hayakawa Charles F. Hockett Joseph H. Greenberg Kenneth L. Pike Sydney M. Lamb Umberto Eco Oswald Ducrot John Grinder Ferdinand de Saussure Curso de Linguística Geral Variação linguística Noam Chomsky Referências Ir para cima ↑ Irenilde Pereira dos Santos. (Setembro/Dezembro 1994). "Lingüística". Estudos Avançados 8 (22). ISSN 0103-4014. Página visitada em 31 de julho de 2012. Ir para cima ↑ Rymer, p. 48, citado em Fauconnier & Turner, p. 353 Ir para cima ↑ Child Language Data Exchange System Bibliografia[editar | editar código-fonte] Aldo Bizzocchi. Fantástico Mundo da Linguagem. Ciência Hoje, Vol. 28, no. 164 (Setembro de 2000). p. 38-45 Marie-Anne PAVEAU e Elia Sarfati (2006). As Grandes Teorias da Linguística: da gramática comparada à pragmática. Tradução Editora Claraluz. Gilles Fauconnier e Mark Turner (2002). The Way We Think: Conceptual Blending and the Mind's Hidden Complexities. Basic Books. R. H., Robins. (1983). Pequena História da Linguística. Editora Ao Livro Técnico. Rymer, Russ (1992). "Annals of Science: A Silent Childhood-I". New Yorker, April 13. Yves Cortez "Le français ne vient pas du latin" Paris 2007 Editions L'harmattan Ligações externas[editar | editar código-fonte] Wikcionário O Wikcionário possui o verbete Linguística Associação Brasileira de Linguística Associação Portuguesa de Linguística Forum on Linguistics (em inglês) Applied Linguistics (em inglês) Fórum Franco-Dousha Antropologia Linguística - Instituto Grupo Veritas de Pesquisa em História e Antropologia Códigos e nome das línguas Sobre língua, linguagem e Linguística: uma entrevista com Mario Perini. ReVEL, vol. 8, n. 14, 2010

domingo, 2 de junho de 2013

http://www.recantodasletras.com.br/poesiasevangelicas/1696818 NOVA ESCOLA LITERÁRIA,POIS PUBLICAR LIVROS ESTÁ MUITO CARO. ASSIM OS POETAS UTILIZAM ESSE RECURSO PARA SE EXPRESSAREM NO SÉCULO XXI

quinta-feira, 23 de junho de 2011

SERMÃO DA MONTANHA




















SERMÃO DA MONTANHA - Versão para Professores(as)
Sermão da Montanha - versão para professores

Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado sobre ma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem. Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens.
Tomando a palavra, disse-lhes:- “Em verdade, em verdade vos digo: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque eles...”

Pedro o interrompeu:- Mestre, vamos ter que saber isso de cor?

André disse:- É pra copiar no caderno?

Filipe lamentou-se:- Esqueci meu papiro!

Bartolomeu quis saber:- Vai cair na prova?

João levantou a mão:- Posso ir ao banheiro?

Judas Iscariotes resmungou:- O que é que a gente vai ganhar com isso?

Judas Tadeu defendeu-se:- Foi o outro Judas que perguntou!

Tomé questionou:- Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?

Tiago Maior indagou:- Vai valer nota?

Tiago Menor reclamou:- Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente.

Simão Zelote gritou, nervoso:- Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!?

Mateus queixou-se:- Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!

Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:- Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?

Caifás emendou:- Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais?

Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus:- Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto.- E vê lá se não vai reprovar alguém! Lembre-se que você ainda não é professor titular...

Jesus deu um suspiro profundo, pensou em ir à sinagoga e pedir aposentadoria proporcional aos trinta e três anos. Mas, tendo em vista o fator previdenciário e a regra dos 95, desistiu.
Pensou em pegar um empréstimo consignado com Zaqueu, voltar pra Nazaré e montar uma padaria...
Mas olhou de novo a multidão. Eram como ovelhas sem pastor... Seu coração de educador se enterneceu e Ele continuou:-“Felizes vocês, se forem desrespeitados e perseguidos, se disserem mentiras contra vocês por causa da Educação. Fiquem alegres e contentes, porque será grande a recompensa no céu. Do mesmo modo perseguiram outros educadores que vieram antes de vocês”.

Tomé, sempre resmungão, reclamou:- Mas só no céu, Senhor?

- Tem razão, Tomé - disse Jesus - há quem queira transformar minhas palavras em conformismo e alienação.. Eu lhes digo, NÃO! Não se acomodem. Não fiquem esperando, de braços cruzados, uma recompensa do além. É preciso construir o paraíso aqui e agora, para merecer o que vem depois...

E Jesus concluiu:- Vocês, meus queridos educadores, são o sal da terra e a luz do mundo...

sexta-feira, 10 de junho de 2011

FUNDAÇÃO DA CIÊNCIA (OBRAS COMPLETAS)

Meus Escritos

FUNDAÇÃO DA CIÊNCIA


No princípio Tu formaste
Os Céus, anjos Terra e mares.
E por ordem Tu colocaste
Tudo para seus lugares
Oh meu Deus fizeste o mundo
E tudo o seu procriar
E sobre o abismo profundo
Tu ficavas a flutuar
Era a Terra tão vazia
E não tinha alguma forma
Fizeste com alegria
Cada qual para a sua norma
Estava, porém escuro.
E Deus disse: Haja luz
Estava muito seguro
O primeiro dia eu propus
As águas também separei
As da Terra e as celestiais
O segundo dia Eu consagrei
Para todos os imortais.
O terceiro dia já começou
Ajuntei as águas num só lugar
A parte seca se mostrou
E de terra vou chamar
As águas chamei de mares
Eu dei ordem Para as terras
Enchas em todos os lugares
De árvores para as serras
Faças todos frutos bons
Frutas boas e deliciosas
Tudo com sublimes dons
Que tu fiques orgulhosa
Eu fiz grandes luminares
Para a Terra clarear
O dia e a noite governares
Para o Céu iluminar

Também para o firmamento
Eu fiz e não me arrependi
Com grande contentamento
Estrelas Eu pus ali
Eu fiz tudo com cuidado
E foi grande minha alegria
Pois estava inspirado
E acabou assim o quarto dia
Quinto dia Já comecei
Das águas criaram-se seres
Peixes, aves, monstros criei.
Pelos meus imensos poderes
E Deus os abençoou e disse:
Oh seres frutificai-vos
E pelo amor da planície
Enchais e multiplicai-vos
Então me obedeça oh Terra.
Tu faças almas viventes
Domésticos e da serra
Os selvagens e valentes
Então fiz a melhor obra
Não são anjos nem querubim
Não é leão nem a cobra
E Deus expressara assim
O homem Nós o façamos
Nossa imagem semelhança
Feito Nós o modelamos
Ele reine com confiança
Macho e fêmea Eu vos criei
Dominem sobre os animais
Na Terra multipliqueis
Sobre a mesma dominais.
Tudo Eu vos entregareis
Para o vosso mantimento
Ervas verdes vós comereis
Tudo como alimento
E Deus viu que era mui bom
Completou com alegria
Colocou tudo a seu tom
E terminou o sexto dia
Assim enfim terminei
O que havia planejado
Sétimo dia consagrei
Para todo o procriado.

A MAIOR CRIAÇÃO

Um boneco Deus formou
O homem feito de pó
Ele em suas narinas soprou
Porém ele estava só
Um jardim ali plantou
Árvores em quantidades
E de Édem Deus chamou
A favor das divindades.
Nesta terra tem muito ouro
Tem diamantes e cristais
Prata e cobre são tesouros
Que no mundo não há iguais.

Há árvore que dá a vista
Da vida e do bem, do mal.
Mas um grande vigarista
Havia no lar celestial
O Senhor Deus ordenou
Ao homem disse assim
Todas árvores lhe dou
Só não a central do jardim
Seu nome conhecimento
Pois é do bem e do mal
Cumpra o seu mandamento
Se queres ser imortal
Deus o pôs para dormir
Uma costela lhe tirou
A mulher vou produzir
Auxiliadora chamou
Disse: por isso deixará
A sua mão também seu pai
Com sua mulher se unirá
E na terra trabalhai
Assim não serão mais dois
Pois um só corpo serão
Grande perfeição vós sois
Não aceiteis separação
Porém a astuta serpente
Chamou a mulher e a iludiu
Serás angelicalmente
Ao seu coração subiu
A fruta a mulher provou
Chamou também teu marido
Ao provar depois notou
Que eles estavam despidos
Deus ao homem perguntou
Por que vos esconderam?
Pois o homem relatou.
Esconderam-se, pois temeram.
E o homem Deus falou
Nus percebemos que estávamos
E a gente se envergonhou
E com isto nós chorávamos
Quem falou que nus estavam
Acaso a fruta comeste
Calados continuavam
Foi a mulher que tu me deste
Adão para o Senhor disse.
Deus falou para a mulher
Por que fez esta tolice?
A serpente me enganou
Assim relatou a mulher
E Deus disse a serpente:
Porque fizeste o que bem quer
Pagarás por tua tolice.
E Deus disse para Adão
Do trabalho comerá
E a mulher dor de conceição
Toda a vida sentirá
E para a astuta serpente
Comerás o pó da terra
Brigarás eternamente
Contra a mulher terás guerra
E o Senhor os expulsou
Do Édem eternamente
E dois anjos colocou
Guardando o divinalmente.

DESTINO
Era um menino
Amigo mui fiel
Desprezado na Terra
Mas observado no Céu
Seus irmãos são guerreiros
Ele apenas pastor
Um inimigo festeiro
Contra o teu povo se levantou
O gigante se levantou
E contra o Senhor blasfemava
Mas ele o Invocou
Contra aquele que O insultava
A terra obteve tremenda paz
Quando o gigante caiu
E no cantar veraz
Diziam o povo: Ele matou dez mil
Era um menino
Que foi ungido por Samuel.
De pastor de ovelhas
A Rei de Israel.

ENCHENTES (um soneto)

O Senhor Deus muito se entristeceu
Pois sua melhor criação o abandonou
A maldade neste mundo cresceu
À imagem de Deus por eles chorou
Em Noé a aliança veio a florescer
Pois a esperança por ele brilhou
O Senhor lhe explicou o que aconteceu
Pois no mundo só maldade restou
Mandarei chuvas por quarenta dias
E quarenta noites podem durar
Serão dias de tremendas agonias
Mas um dia isto tudo vai findar
Em Noé virá de volta a alegria
Com água o mundo não vai acabar.


PAI DE TODOS (um soneto)

Um homem o Senhor Deus convocou
Tirando o do meio daquela irmandade
De grande amigo o Senhor lhe chamou
Queria que ele conhecesse a verdade
Abrão escutou e nada interrogou
E creu e ganhou credibilidade
Por ter crido Deus seu nome trocou
Chamando-lhe de amigo de verdade
Abraão o primogênito dos patriarcas
E em nele virá a celestial semente
Pois dele sairá o grande monarca
E consolar do mundo toda a gente
E ele será a poderosa arca
Paz haverá na Terra novamente.

UMA EM CENTENAS (um soneto)
O pecado para os Céus subiu
E Deus para a Terra desceu
A abominação ele enfim conferiu
Uma grande cidade se perdeu
A família justa dali partiu
Pois o anjo lhe protegeu
Uma mulher para trás olhou e viu
E em estátua de sal faleceu
Aquela cidade foi destruída
Pois os anjos queriam conhecer
Por isso pagaram com as suas vidas
E deserto a cidade passou a ser
Pois não há como curar as feridas
Mas tudo tinha que acontecer.


GANÂNCIA (um soneto)
A religião sempre fora assim
Enganado quem parte dela fizer
Fazendo do povo o que bem quer
Se disfarçando de querubim
Fazendo se de rosa em jardim
Espetando e machucando a quem puder
Moço moça marido e mulher
Enganando e cegando até o fim
Mas tu pagarás todos os teus pecados
Quando Cristo o nosso Senhor voltar
Cobrarás teus servos escravizados
Assim Jesus o Senhor vai falar
Afastem de mim povos errados
Teus pecados não irei perdoar


DESILIUSÃO (um soneto)
O amor pelo próximo acabou
O seu próximo ninguém mais ama
Vendo o fraco sempre o difama
Mas decepção Jesus não deixou
Pois foi ele quem nos amou
Mas se é forte o povo reclama
Virando a costa a quem nos chama
Pois o verdadeiro amor se acabou
É muito fácil falar mal
Mais fácil ainda é a oração
Pois livra do lugar infernal
Por isto tu abras seu coração
Para o lugar o santo e celestial
Para fugires do grande mal, amem o teu irmão.


A CARIDADE
Ainda que eu falasse
Dos homens e dos anjos a linguagens
E o meu irmão não perdoasse
Eu seria como selvagem
Se u não tiver a caridade
Seria como um ferro que soa
Pois não amo de verdade
E o meu caminhar será à toa
Mesmo com o dom da profecia
Dos mistérios e da ciência
Muita fé sem paciência
Sem caridade nada seria
Ainda que aos pobres
Entregasse o meu dinheiro
E deixasse de ser nobre
Ou queimassem o corpo inteiro
De nada me adiantaria
Se não tivesse a caridade
Sem o amor de verdade
Nada em mim se aproveitaria
A caridade é sofredora
Porém não é invejosa
É uma grande batalhadora
É benigna não é maldosa
Ela não se porta com indecência
Não se irrita não suspeita o mal
Pois tenhamos paciência
Para entrar no lar celestial
Só folga com a verdade
Tudo sofre crê e espera
A vida assim!ah quem me dera
Pois nunca falha a caridade
Havendo profecias serão aniquiladas
Havendo línguas todas cessarão
As ciências serão anuladas
Pois todas as coisas passarão
Porque parte conhecemos
E em parte é profetizada
Mas quando vier o perfeito saberemos
E o que é em parte será aniquilada
Pois quando eu era menino
Fazia coisa de criança
Falava e pensava como pequenino
Mas cresci e obtive mudança.
Agora vejo como um espelho
Mas logo o veremos como Ele é
E assim ouviremos seus conselhos
Compartilhando a mesma fé
Agora assim tem permanecido
A fé com esperança e caridade
Mais há qual nos tem favorecido
A caridade que é o amor de verdade.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

TRANSDISCIPLINARIDADE

















Transdisciplinaridade é uma abordagem científica que visa a unidade do conhecimento. Desta forma, procura articular uma nova compreensão da realidade articulando elementos que passam entre, além e através das disciplinas, numa busca de compreensão da complexidade.

Índice
1 O que é?
2 Diferenças entre transdisciplinaridade e interdisciplinaridade
3 Instituções que estudam Transdisciplinaridade
4 Fontes Bibliográficas
5 Ver também
6 Ligações externas


O que é?
Termo originalmente criado por Piaget, que no I seminário Internacional sobre pluri e interdisciplinaridade, realizado na Universidade de Nice, também conhecido com Seminário de Nice, em 1970, divulgou pela primeira vez o termo, dando então início ao estudo sobre o mesmo, pedindo para que os participantes pensassem no assunto.

Hoje, tendo o Centre International de Recherches et d`Études transdisciplinaires (CIRET) como um dos principais centros mundiais de estudos sobre os conceitos transdisciplinares, é um dos mais complexos, e por conseqüencia um dos mais estudados conceitos, onde ao mesmo tempo procura uma interação máxima entre as disciplinas porém respeitando suas individualidades, onde cada uma colabora para uma saber comum, o mais completo possível, sem transformá-las em uma única disciplina.

E é na Carta da transdisciplinaridade, produzida pela UNESCO no I Congresso Mundial de Transdisciplinaridade 1994, realizado em Arrábida, Portugal, com fundamental colaboração do CIRET, em que temos uma definição do conceito transdisciplinar:

Artigo 3: "(...) a transdisciplinaridade não procura o domínio sobre várias outras disciplinas, mas a abertura de todas elas àquilo que as atravessa e as ultrapassa (...)"
Artigo 7: A transdisciplinaridade não constitui nem uma nova religião, nem uma nova filosofia, nem uma nova metafísica, nem uma ciência das ciências."
No âmbito acadêmico, já no século XX, com o intuito de unir o mundo " não universitário" ao universitário, cuja separação se dá primordialmente pela hiperespecialização profissional, com grande número de disciplinas que não acompanham todo o desenvolvimento, principalmente na área tecnológica, temos um aprofundamento na utilização deste conceito, visando formar profissionais cada vez mais completos, compatíveis com as exigências do mercado de trabalho que este futuro profissional encontrará.

Assim tão complexo quanto os problemas que tenta solucionar, tem-se a transdisciplinaridade, que por ser tão sutil, ser a linha tênue que une e serve de limite entre o comprometimento e o individualismo de cada disciplina, que não possui uma definição exata, e ao mesmo tempo é um dos mais necessários conceitos quando tratamos de formação e educação.

[editar] Diferenças entre transdisciplinaridade e interdisciplinaridade
A transdisciplinaridade não significa apenas que as disciplinas colaboram entre si, mas significa também que existe um pensamento organizador que ultrapassa as próprias disciplinas. É diferente de interdisciplinaridade, que exemplificando através de uma analogia, é basicamente como as nações unidas, que simplesmente une para discutir os problemas particulares de cada região. Nisto a transdisciplinaridade é mais integradora. Para haver essa dita transdisciplinaridade, é preciso haver um pensamento organizador, chamado pensamento complexo. Pela criação de um meta ponto de vista e não de um ponto de vista. O verdadeiro problema não é fazer uma adição de conhecimento, é organizar todo o conhecimento.

[editar] Instituções que estudam Transdisciplinaridade
[[CETRANS - Centro de Educação Transdisciplinar [1]]
[editar] Fontes Bibliográficas
ALTHOFF, F.; FRAGA, D. Transdisciplinaridade em Basarab Nicolescu. In: SOUZA, I. M. L.; *
FOLLMANN, J. I. (Org.) Transdisciplinaridade e Universidade. São Leopoldo: UNISINOS, 2003. p.15-20.
ANTÔNIO, S. Educação e Transdisciplinaridade. Rio de Janeiro: Lucerna, 2002, 151p.
D’AMBRÓSIO, U. Transdisciplinaridade. São Paulo: Palas Athena, 1997, 174p.
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segunda-feira, 8 de junho de 2009

CRITICA LITERÁRIA


















TROVADORES MEDIEVAIS - ORIGEM DA TROVA



Pesquisa de Clério Borges
1 - Introdução

2 – Surgimento do Trovadorismo

3 – Poetas e Músicos

4 – Conceito de Trova

5 – Primeiras Manifestações

6 – Trovadores Provençais

7 – Gêneros Satírico e Lírico

8 – Os Cancioneiros Manuscritos.

Cantigas de Escárnio

Cantigas de Maldizer

9 - As Novelas de Cavalaria As Novelas dão origem as Cantorias de Viola dos Dias atuais

10 - Expansão do Trovadorismo

11 - Primeiros Trovadores

12 - Trovismo e Neotrovismo

13 - Entidades de Trovadores no Brasil Atual

14 -CLUBE DOS TROVADORES CAPIXABAS (CTC)

15 - DIRETORIAS DO CTC

16 - CTC NA INTERNET E NO BRASIL

17 - Bibliografia:



1 - Introdução

O surgimento da Trova está intimamente ligado à poesia da Idade Média. Durante a Idade Média, Trova era o sinônimo de poema e letra de música. Hoje a Trova possui a sua conceituação própria, diferenciando da Quadra e da Poesia de Cordel, e do Poema musicado da Idade Média.

Trovadorismo foi a primeira escola literária portuguesa. Esse movimento literário compreende o período que vai, aproximadamente do século XII ao século XIV.


2 – Surgimento do Trovadorismo

A partir desse século, Portugal começava a afirmar-se como reino independente, embora ainda mantivesse laços econômicos, sociais e culturais com o restante da Península Ibérica. Desses laços surgiu, próximo à Galícia (região ao norte do rio Douro), uma língua particular, de traços próprios, chamada galego-português. A produção literária dessa época foi feita nesta variação lingüística.

A cultura trovadoresca refletia bem o panorama histórico desse período: as Cruzadas, a luta contra os mouros, o feudalismo, o poder espiritual do clero.

O período histórico em que surgiu o Trovadorismo foi marcado por um sistema econômico e político chamado Feudalismo, que consistia numa hierarquia rígida entre senhores: um deles, o suserano, fazia a concessão de uma terra (feudo) a outro indivíduo, o vassalo. O suserano, no regime feudal, prometia proteção ao vassalo como recompensa por certos serviços prestados.

Essa relação de dependência entre suserano e vassalo era chamada de vassalagem.

Assim, o senhor feudal ou suserano era quem detinha o poder, fazendo a concessão de uma porção de terra a um vassalo, encarregado de cultivá-la.

Além da nobreza (classe que pertenciam os suseranos) e a classe dos vassalos ou servos, havia ainda uma outra classe social: o clero. Nessa época, o poder da Igreja era bastante forte, visto que o clero possuía grandes extensões de terras, além de dedicar-se também à política.

Os conventos eram verdadeiros centros difusores da cultura medieval, pois era neles que se escolhiam os textos filosóficos a serem divulgados, em função da moral cristã.

A religiosidade foi um aspecto marcante da cultura medieval portuguesa. A vida do povo lusitano estava voltada para os valores espirituais e a salvação da alma. Nessa época, eram freqüentes as procissões, além das próprias Cruzadas - expedições realizadas durante a Idade Média, que tinham como principal objetivo a libertação dos lugares santos, situados na Palestina e venerados pelos cristãos. Essa época foi caracterizada por uma visão teocêntrica (Deus como o centro do Universo). Até mesmo as artes tiveram como tema motivos religiosos. Tanto a pintura quanto a escultura procuravam retratar cenas da vida de santos ou episódios bíblicos.

Quanto à arquitetura, o estilo gótico é o que predominava, através da construção de catedrais enormes e imponentes, projetadas para o alto, à semelhança de mãos em prece tentando tocar o céu.


3 – Poetas e Músicos

Na literatura, desenvolveu-se em Portugal um movimento poético chamado Trovadorismo. Os poemas produzidos nessa época eram feitos para serem cantados por poetas e músicos. (Trovadores - poetas que compunham a letra e a música de canções. Em geral uma pessoa culta - Menestréis - músicos-poetas sedentários; viviam na casa de um fidalgo, enquanto o jogral andava de terra em terra - , Jograis - cantores e tangedores ambulantes, geralmente de origem plebéia - e Segréis - trovadores profissionais, fidalgos desqualificados que iam de corte em corte, acompanhados por um jogral) Recebiam o nome de cantigas, porque eram acompanhados por instrumentos de corda e sopro. Mais tarde, essas cantigas foram reunidas em Cancioneiros: o da Ajuda, o da Biblioteca Nacional e o da Vaticana.


4 – Conceito de Trova

Conhece-se Trovas escritas nas línguas derivadas do Latim situadas na Península Ibérica, a saber: Português, Galego, Espanhol e Catalão, nos séculos X e XI. A Trova teria surgido junto com o alvorecer das línguas derivadas do Latim, as chamadas línguas romances.

A Trova possui o seu conceito plenamente estabelecido: é o poema de quatro versos setissílabos com rima e sentido completo. Já Quadra é toda estrofe formada por quatro linhas de uma poesia.

Assim, não é verdade que Quadra e Trova sejam a mesma coisa e que a Trova evoca mais os Trovadores da Provença Medieval e que a Quadra seria uma forma de se fazer poesia mais moderna. A Quadra pode ser feita sem métrica e com versos brancos, sem rima. Aí então será só uma quadra sem ser a Trova que obrigatoriamente terá que ser metrificada. Trova, nos dias atuais, é cultuada como Obra de Arte, como Literatura.

A origem da Poesia Trovadoresca Medieval (que não pode ser confundida com a trova-quadra moderna nem a daqueles tempos recuados) perde-se no tempo, contudo foi a criação literária que mais destaque alcançou entre as formas poéticas medievais, originárias de Provença, Sul da França.

Expandiu-se no século XII por grande parte da Europa e floresceu por quase duzentos anos em Portugal, França e Alemanha.

O Trovador Medieval representava a glorificação do amor platônico, pois a dama que era a criatura mais nobre e respeitável da criação, a mulher ideal, inacessível para alguns, passava a ser a pessoa a quem o referido Trovador endereçava os seus líricos versos.

Os primeiros Trovadores Modernos a fazerem Trovas sistematicamente para publicação, surgiram no século passado em Espanha e Portugal, na esteira dos folcloristas que as recolhiam em meio ao povo.


5 – Primeiras Manifestações

Sobre a gênese da Trova Medieval, por falta de documentos sobre o folclore na Idade Média, os historiadores consideram a mesma imprecisa. Não há dados concretos que estabeleçam a época certa do surgimento da Trova Medieval. O que se tem registrado é que, entre 1.100 e 1.300, escritos de autores Espanhóis e Portugueses utilizavam, como recurso auxiliar, composições poéticas hoje reconhecidas como formas das primeiras manifestações "trovadorescas (ou seja, da trova medieval -- que é sinônimo, hoje, de poesia metrificada. Não se pode confundir com trovistas -- que trata da trova-quadra, a nossa quadra)" de que se tem conhecimento.

No século XI, com o início da reconquista cristã da Península Ibérica, o galego-português consolida-se como língua falada e escrita da Lusitânia. Os árabes são expulsos para o sul da península, onde surgem os dialetos moçárabes, a partir do contato do árabe com o latim. Em galego-português são escritos os primeiros documentos oficiais e textos literários não latinos da região, como os cancioneiros (coletâneas de poemas medievais), surgindo os Trovadores Medievais.

TROVADORISMO – Foi um movimento poético propulsor de todo o lirismo medieval. Seu grande impulsor foi o duque de Aquitânia e conde de Poitier, Guilherme (1071-1127). Guilherme de Aquitânia gostava de compor cantigas e poemas, até então reservado apenas aos jograis e menestréis.

TROVADOR – É uma palavra da língua d’ oc, acusativo singular de "trobaire" (poeta), proveniente do verbo trobar (inventar, achar).

Entre 1 200 a 1240 existem cerca de 400 trovadores provençais, cuja obra era reunida em Cancioneiros manuscritos (chansoniers) e cujas biografias foram publicadas por Uc de Saint Circ.


6 – Trovadores Provençais

Todo o século XII é domínio absoluto do trovadorismo provençal. O nome provençal vem de Provença, cidade da França onde os reis e nobres começaram a cultivar o lirismo, antes apenas reservados aos jograis. Leonor, neta de Guilherme de Aquitânia divulga o gosto pela poesia e em sua corte de Toulouse divulga e incentiva os trovadores, surgindo os troveiros.

A influência dos Trovadores Provençais foi bem extensa. Na Itália deu origem aos Trovatori, de onde saíram Dante, autor da Divina Comédia e Petrarca e até o patrono dos modernos trovadores brasileiros, São Francisco de Assis.

O grande rei Ricardo Coração de Leão, famoso pela história de Robin Hood, era filho de Leonor de Aquitânia e através de sua mãe aprendeu a ser amigo dos trovadores provençais.

Na Península Ibérica (Portugal e Espanha) o reis se orgulhavam da condição de Trovador. Afonso II de Aragão (1126 – 1196), considerava-se o primeiro trovador da Catalunha.

No século XIII e parte do século XIV, surgem na Península Ibérica, os trovadores galeco-portugueses.

Antes existiam os duelos a cavalos, homens se guerreavam às vezes até a morte, para obterem o amor de uma dama da corte. Para substituir o sangrento espetáculo, os jovens passaram ao duelo poético declamando Trovas. Os que não tivessem o dom poético, simplesmente pagavam um poeta trovador para as disputas que ocorriam e assim o vencedor podia galantear a dama mais bonita da corte.


7 – Gêneros Satírico e Lírico

A produção poética medieval portuguesa pode ser agrupada em dois gêneros:

1 - Gênero satírico: em que o objetivo é criticar alguém, ridicularizando esta pessoa de forma sutil ou grosseira; a este gênero pertencem as cantigas de escárnio e as cantigas de maldizer.

São composições que expressam melhor a psicologia do tempo, onde vêm á tona assuntos que despertam grandes comentários na época, nas relações sociais dos trovadores; são sátiras que atingem a vida social e política da época, sempre num tom de irreverência; são sátiras de grande riqueza, uma vez que se apresentam num considerável vocabulário, observando-se, muitas vezes o uso de trocadilhos; fogem às normas rígidas das cantigas de amor e oferecem novos recursos poéticos.

Os principais temas das cantigas satíricas são: a fuga dos cavaleiros da guerra, traições, as chacotas e deboches, escândalos das amas e tecedeiras, pederastia (homossexualismo) e pedofilia (relações sexuais com crianças), adultério e amores interesseiros e ilícitos.

Obs: Tanto nas cantigas de escárnio quanto nas de maldizer, pode ocorrer diálogo. Quando isso acontece, a cantiga é denominada tensão (ou tenção). Pode mostrar a conversa entre a mãe a moça, uma moça e uma amiga, a moça e a natureza, ou ainda, a discussão entre um trovador e um jogral, ambos tentando provar que são mais competentes em sua arte.

2 - Gênero lírico: em que o amor é a temática constante, são as cantigas de amor e as cantigas de amigo.

A canção da Ribeirinha, de Paio Soares de Taveirós é considerada o mais antigo texto escrito em galego-português: 1189 ou 1198, portanto fins do século XII. Segundo consta, esta cantiga teria sido inspirada por D. Maria Pais Ribeiro, a Ribeirinha, mulher muito cobiçada e que se tornou amante de D. Sancho, o segundo rei de Portugal. )

"No mundo ninguém se assemelha a mim / enquanto a minha vida continuar como vai / porque morro por ti e ai / minha senhora de pele alva e faces rosadas, / quereis que eu vos descreva (retrate) / quanto eu vos vi sem manto (saia : roupa íntima) / Maldito dia! me levantei / que não vos vi feia (ou seja, viu a mais bela)."

Cantigas de amor

Nesta cantiga o eu-lírico é masculino e o autor é geralmente de boa condição social. É uma cantiga mais "palaciana", desenvolve-se em cortes e palácios.

O nome da mulher amada vem oculto por força das regras de mesura (boa educação extrema) ou para não compromete-la (geralmente, nas cantigas de amor o eu-lírico é um amante de uma classe social inferior à da dama).

A beleza da dama enlouquece o trovador e a falta de correspondência gera a perda do apetite, a insônia e o tormento de amor. Além disso, a coita amorosa (dor de amor) pode fazer enlouquecer e mesmo matar o enamorado.


8 – Os Cancioneiros Manuscritos.

a) Cancioneiro da Ajuda

Copiado (na época ainda não havia imprensa) em Portugal em fins do século XIII ou princípios do século XIV. Encontra-se na Biblioteca da Ajuda, em Lisboa. Das suas 310 cantigas, quase todas são de amor.

b) Cantigas de amigo

As cantigas de amigo apresentam eu-lirico feminino, embora o autor seja um homem. Procuram mostrar a mulher dialogando com sua mãe, com uma amiga ou com a natureza, sempre preocupada com seu amigo (namorado). Ou ainda, o amigo é o destinatário do texto, como se a mulher desejasse fazer-lhe confidências de seu amor. (Mas nunca diretamente a ele. O texto é dialogado com a natureza, como se o namorado estivesse por perto, a ouvir as juras de amor). Geralmente destinam-se ao canto e a dança.

A linguagem, comparando-se às cantigas de amor é mais simples e menos musical pois as cantigas de amigo não se ambientam em palácios e sim em lugares mais simples e cotidianos.

Conforme a maneira como o assunto é tratado, e conforme o cenário onde se dá o encontro amoroso, as cantigas de amigo recebem denominações especiais

c) Cancioneiro da Vaticana - Trata-se do códice 4.803 da biblioteca Vaticana, copiado na Itália em fins do século XV ou princípios do século XVI. Entre as suas 1.205 cantigas, há composições de todos os gêneros.

d) Cancioneiro Colocci-Brancutti - Copiado na Itália em fins do século XV ou princípios do século XVI. Descoberto em 1878 na biblioteca do conde Paulo Brancutti do Cagli, em Ancona, foi adquirido pela Biblioteca Nacional de Lisboa, onde se encontra desde 1924. Entre as suas 1.664 cantigas, há composições de todos os gêneros.

e) Cancioneiros de Escárnio e Maldizer, que são cantigas elaborados como forma de menosprezar e criticar o oponente, muito usados para críticas aos administradores (políticos) da época medieval.

Cantigas de Escárnio

Apresentam críticas sutis e bem-humoradas sobre uma pessoa que, sem ter nome citado, é facilmente reconhecível pelos demais elementos da sociedade.

Cantigas de Maldizer

Neste tipo de cantiga é feita uma crítica pesada, com intenção de ofender a pessoa ridicularizada. Há o uso de palavras grosseiras (palavrões, inclusive) e cita-se o nome ou o cargo da pessoa sobre quem se faz a sátira:

Maria Peres se mãefestou (confessou) / noutro dia, ca por pecador (pois pecadora) / se sentiu, e log' a Nostro Senhor / prometeu, pelo mal em que andou, / que tevess' um clérig' a seu poder, (um clérigo em seu poder) / polos pecados que lhi faz fazer / o demo, com que x'ela sempr'andou. (O demônio, com quem sempre andou)


9 - As novelas de cavalaria

Nem só de poesia viveu o Trovadorismo. Também floresceu um tipo de prosa ficcional, as novelas de cavalaria, originárias das canções de gesta francesas (narrativas de assuntos guerreiros), onde havia sempre a presença de heróis cavaleiros que passavam por situações preciosíssimas para defender o bem e vencer o mal.

Sobressai nas novelas a presença do cavaleiro medieval, concebido segundo os padrões da Igreja Católica (por quem luta): ele é casto, fiel, dedicado, disposto a qualquer sacrifício para defender a honra cristã. Esta concepção de cavaleiro medieval opunha-se à do cavaleiro da corte, geralmente sedutor e envolvido em amores ilícitos. A origem do cavaleiro-herói das novelas é feudal e nos remete às Cruzadas: ele está diretamente envolvido na luta em defesa da Europa Ocidental contra sarracenos, eslavos, magiares e dinamarqueses, inimigos da cristandade.

As novelas de cavalaria estão divididas em três ciclos e se classificam pelo tipo de herói que apresentam. Assim, as que apresentam heróis da mitologia greco-romana são do ciclo Clássico (novelas que narram a guerra de Tróia, as aventuras de Alexandre, o grande); as que apresentam o Rei Artur e os cavaleiros da Távola Redonda pertencem ao ciclo Arturiano ou Bretão (A Demanda do Santo Graal); as que apresentam o rei Carlos Magno e os doze pares de França são do ciclo Carolíngeo (a história de Carlos Magno).

Geralmente, as novelas de cavalaria não apresentam uma autoria. Elas circulavam pela Europa como verdadeira propaganda das Cruzadas, para estimular a fé cristã e angariar o apoio das populações ao movimento. As novelas eram tidas em alto apreço e foi muito grande a sua influência sobre os hábitos e os costumes da população da época. As novelas Amandis de Gaula e A Demanda do Santo Graal foram as histórias mais populares que circulavam entre os portugueses.


10 - Expansão do Trovadorismo

À medida em que os cristãos avançam para o sul, os dialetos do norte interagem com os dialetos moçárabes do sul, começando o processo de diferenciação do português em relação ao galego-português. A separação entre o galego e o português se iniciará com a independência de Portugal (1185) e se consolidará com a expulsão dos mouros em 1249 e com a derrota em 1385 dos castelhanos que tentaram anexar o país. No século XIV surge a prosa literária em português, com a Crónica Geral de Espanha (1344) e o Livro de Linhagens, de dom Pedro, conde de Barcelona.

Entre os séculos XIV e XVI, com a construção do império português de ultramar, a língua portuguesa faz-se presente em várias regiões da Ásia, África e América, sofrendo influências locais (presentes na língua atual em termos como jangada, de origem malaia, e chá, de origem chinesa). Com o Renascimento, aumenta o número de italianismos e palavras eruditas de derivação grega, tornando o português mais complexo e maleável. O fim desse período de consolidação da língua (ou de utilização do português arcaico) é marcado pela publicação do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, em 1516.

A Trova que passou a pontilhar na Literatura de Espanha e Portugal, propagou-se pelos países surgidos das conquistas dessas potências marítimas, chegando pois à América Latina e ao Brasil.


11 - Primeiros Trovadores

Os primeiros Trovadores, com produção regular para publicação, apareceram em Portugal e Espanha, no Século XIX, criando Trovas "popularizáveis" que muito se assemelham às populares.

Segundo os historiadores, o Português Antônio Correia de Oliveira publica, no início do século, dois livros de versos em língua lusitana.

Antônio Correia de Oliveira, que pela qualidade de sua obra e pela edição dos dois primeiros livros de Trovas na Língua Portuguesa, é considerado um dos primeiros grandes Trovadores Literários, ou seja, Trovador que organiza e publica suas Trovas.

É de sua autoria esta Trova publicada em 1900:

Sino, coração da aldeia,

coração, sino da gente.

Um a sentir quando bate,

outro a bater quando sente.

A verdade é que o período folclórico da Trova sempre se revitalizará enquanto existirem propagadores do ato do recitar nas festas em família e das brincadeiras de roda.

Há de se considerar, também, acontecimentos como a extraordinária popularidade da Trova, que contrariamente ao esperado, constitui-se num fator que alguns consideram negativo para o seu real aproveitamento na Literatura, uma vez que, antigamente, o que vinha do povo era rejeitado pela nobreza, que manipulava a elite intelectual da época.

Ainda hoje, alguns homens de letras, que, privados de sensibilidade poética, se recusam a reconhecer o valor da Trova, a consideram coisa "cafona", indigna de um verdadeiro intelectual. Uma ojeriza de uma "pseudo-elite" minoritária.

Segundo Elmo Elton, eleito em 1980, Rei dos Trovadores Capixabas não é fácil escrever Trovas, "visto que apenas os inclinados para o exercício desse gênero poético sabem como bem realizá-las dentro das normas exigidas à sua correta feitura, já que, caso contrário, tão somente conseguem o que é comum, enfileirar quatro versos sem aquelas características essenciais que conseguem consagrar uma Trova."

Vale aqui lembrar a Trova do Rei dos Trovadores Brasileiros, Adelmar Tavares, que era Acadêmico da Academia Brasileira de Letras:

Ó linda trova perfeita,

que nos dá tanto prazer,

tão fácil, - depois de feita,

tão difícil de fazer.


12 - Trovismo e Neotrovismo

NEOTROVISMO é o Movimento Literário que surge no Brasil, com a criação do Clube dos Trovadores Capixabas, CTC, em Vila Velha, Vitória, Espírito Santo. Hoje são realizados, desde 1980, os famosos Seminários Nacionais, com presenças de Trovadores do Brasil e Exterior. O Neotrovismo é um Movimento Cultural de divulgação da Trova.

O Trovismo nasceu em 1950 e segundo os estudiosos, em 1970, começou a decadência, resumindo-se em algumas atividades de algumas seções da UBT e algumas reuniões da Academia Brasileira da Trova.

Já o NEOTROVISMO foi fundado em 1980, como forma de dar um novo ânimo ao Movimento dos Trovadores no Brasil.

Livros são publicados. Congressos são realizados. São divulgadas Trovas na Internet. Um Movimento nascido no Espírito Santo e cultuado por aqueles que apreciam a TROVA, a boa Trova, aquela cuja definição é :

Neotrovismo é novo movimento em torno da Trova no Brasil iniciado com a fundação do Clube dos Trovadores Capixabas - CTC no Estado do Espirito Santo a 1º de Julho de 1980.

Trovismo é um movimento genuinamente Brasileiro, segundo o escritor Eno Theodoro Wanke. A partícula NEO, significa NOVO assim NEOTROVISMO é o novo movimento em torno da Trova no Brasil.

O Fundador do Neotrovismo é o escritor Capixaba e Canela-Verde, Clério José Borges, Presidente do Clube dos Trovadores Capixabas.

A Trova é um composição poética de 4 versos com rima e sentido completo. Trovador é aquele que faz a Trova como obra de arte, como literatura.

No Livro "Que é Trova?" de Eno Teodoro Wanke, consta o seguinte:

"Em 1980, devido a um conselho meu, mais ou menos casual, Clério José Borges funda no Espirito Santo o Clube dos Trovadores Capixabas (CTC), cuja contribuição fundamental ao Trovismo é a realização anual e regular dos Seminários Nacionais da Trova, o primeiro que aconteceu em 1981, para comemorar o primeiro aniversário do CTC.

Muitos resultados benéficos já colhemos dessa troca de idéias. Assuntos importantes têm sido ventilados, debatidos e incorporados ao movimento. Os Trovadores têm trazido suas experiências pessoais em plenário - ensinam e aprendem.

Em 1982, por exemplo, foi sugerido por Rodolfo Coelho Cavalcante - e aprovada pelo plenário, a Fundação de uma Federação de Clubes de Trovas. Como resultado, 1983 foi Fundada a Federação Brasileira de Entidades Trovistas - FEBET. Nasceu a FEBET, principalmente, tentando estimular a publicação de Trovas e o ingresso de novos trovadores no movimento. Isso sem prejuízo dos concursos de Trovas - que também considera importantes, claro.

Diversas coletâneas têm surgido, graças aos esforços de alguns abnegados organizadores (Laís Costa Velho, Antônio Soares, Santa Ineze da Rocha, Clério Borges, Arthur Francisco Batista, Clodoaldo de Abreu Filho, Maria de Fátima M. Brasil, etc...)

13 - Entidades de Trovadores no Brasil Atual

1 - CTC

O CLUBE DOS TROVADORES CAPIXABAS, CTC, é uma entidade cultural, sem fins lucrativos de divulgação da Trova e da Poesia. Foi fundado a 1º de Julho de 1980, por Clério José Borges, Luiz Carlos Braga Ribeiro e José Borges Ribeiro Filho, no Espírito Santo, com base numa idéia do Escritor Eno Theodoro Wanke.

O CTC possui o título de Utilidade Pública Estadual (Lei José Carlos Gratz) e Municipal na Serra, (Lei Márcia Lamas). O CTC possui mais de 300 sócios em atividade, no Estado e mais de 1300 sócios correspondentes no Brasil e Exterior (Portugal; Argentina, Jorge Piñero Marques; Estados Unidos, etc...). É uma das entidades culturais que mais promove no Brasil.

Anualmente o CTC, realiza os Seminários Nacionais da Trova no Espírito Santo, desde 1981. O CTC já organizou também eventos em outros Estados. Dois Congressos de Trovadores foram realizados em São Paulo, com Marília Martins e Inês Catelli; Um Congresso, em Salvador, Bahia, com Luciano Jatobá e um Congresso de Trovadores, no Rio de Janeiro, na SUAM, com o Prof. José Maria de Souza Dantas. Mais informações sobre o Clube dos Trovadores Capixabas, CTC, no item 14.

2 - FEBET

A Federação Brasileira de Entidades Trovistas, FEBET é a maior e mais bem organizada entidade de Poetas Trovadores do Brasil. Congrega Poetas, Editores de Informativos Culturais e muitos, muitos Trovadores. Foi fundada em 1983, em Vila Velha, Espírito Santo e sua Sede Nacional é no Rio de Janeiro. Nos dois primeiros anos de fundação foram Cadastrados mais de 2.000 sócios. A Febet surgiu de uma idéia nascida no 1º (1981) e no 2º (1982) Seminários Nacionais da Trova, realizado no Estado do Espírito Santo, Brasil. Houve uma consulta a mais de 5.000 poetas em todo o Brasil e, em 1983, a FEBET foi oficialmente fundada. A entidade foi organizada pelo Trovólogo, Eno Theodoro Wanke e contou com o apoio imediato de Rodolfo Coelho Cavalcante, da Bahia e Clério José Borges, do Espírito Santo.

3 - UBT

A União Brasileira de Trovadores é uma entidade cultural que possui seções em vários Estados Brasileiros. Foi fundada por Luiz Otávio, no Rio de Janeiro, em Janeiro de 1967. A UBT surgiu de uma cisão, ou seja, um descontentamento. Luiz Otávio e um grupo de trovadores do Sul e Sudeste do Brasil não concordavam em estarem juntos aos Repentistas e Cordelistas do Nordeste, no Grêmio Brasileiro de Trovadores, o GBT, fundado em Salvador, Bahia, a 8 de Janeiro de 1958, pelo Trovador Rodolfo Coelho Cavalcante. Em Janeiro de 1967, Luiz Otávio desliga-se do GBT e aproveitando as seções do GBT já criadas no Sul e Sudeste, funda a UBT, com sede no Rio de Janeiro e seções em várias cidades brasileiras.

Na vida quem se projeta,

seja a profissão qual for

sempre aparece um pateta

para tirar seu valor.

Rodolfo Coelho Cavalcante.

4 - ABT

A Academia Brasileira da Trova é um entidade cultural com sede no Rio de Janeiro.

Foi fundada por Álvaro Farias; Symaco da Costa; Félix Aires, Onildo de Campos, entre outros, em 26 de Dezembro de 1960.

Há tanto burro mandando

em homens de inteligência

que, às vezes, fico pensando

que burrice é uma ciência.

Symaco da Costa.

A Academia Brasileira da Trova é uma entidade de destaque e bastante atuante no Rio de Janeiro.


14 -CLUBE DOS TROVADORES CAPIXABAS (CTC)

Dentre as entidades culturais do Município da Serra, destaca-se o Clube dos Trovadores Capixabas, CTC, entidade de divulgação da Trova e dos Poetas Trovadores, sem fins lucrativos e que funciona com sede provisória na rua dos Pombos, 2 - Eurico Salles - Carapina - Serra - ES.

O CTC foi fundado, com base numa idéia do escritor Eno Teodoro Wanke, a 1º de julho de 1980 destacando-se no cenário cultural Brasileiro pela realização anual dos Seminários Nacionais da Trova no mês de Julho, quando convergem para o Espírito Santo poetas trovadores de vários Estados brasileiros.

Trova é uma composição literária de quatro versos de sete sílabas poéticas cada com rima e sentido completo.

Trovador é aquele que faz a Trova como obra de arte, como literatura.

O CTC é uma entidade de Utilidade Pública Municipal na Serra, graças a iniciativa da Vereadora Márcia Lamas. O título foi aprovado por unanimidade e se transformou na Lei Municipal N.º 1.563/91, sancionada pelo Prefeito Adalton Martinelli.

O CTC possui também o título de Utilidade Pública Estadual aprovado, por unanimidade, pela Assembléia Legislativa Estadual e lei sancionada pelo Governador do Estado, Albuíno Cunha de Azeredo em 20 de setembro de 1991. Lei N.º 4.554 de autoria do Deputado Estadual José Carlos Gratz.

Oficialmente os fundadores do CTC são: Clério José Borges; José Borges Ribeiro Filho e Luiz Carlos Braga Ribeiro.

Graças a iniciativa do CTC existem hoje Praças dos Trovadores em Cariacica, Vila Velha e Vitória e o presidente e sócios do CTC são regularmente convidados a participar e realizar palestras nas cidades de Porto Velho, Rondônia; Porto Alegre-RS; Rio de Janeiro; São Paulo; Brasília-DF; Salvador-BA; Recife-PE; Petrópolis-RJ; Campos-RJ; Maringá-PR; Timóteo-MG; Magé-RJ; Olinda-PE e Nova Prata - RS.


15 - DIRETORIAS DO CTC


DE 1º DE JULHO DE 1996 A 1º DE JULHO DE 1999:

Presidente: Clério José Borges de Sant’Anna;

Vice-Presidente: Tereza Vitória Monteiro;

Secretário-Geral: Zitomar Rosa de Oliveira;

1º Secretário: Rosilene Rodrigues de Almeida;

Bibliotecária: Zenaide Emília Thomes Borges;

Tesoureiro Geral: Valdemir Ribeiro de Azeredo;

1º Tesoureiro: Adir Ribeiro.


DE 1º DE JULHO DE 1999 A 1º DE JULHO DE 2.002:

Presidente: Clério José Borges de Sant’Anna;

Vice-Presidente: Kátia Maria Bóbbio Lima;

Secretário-Geral: Zitomar Rosa de Oliveira;

1º Secretário: Cleusa Lourdes Madureira Vidal;

Bibliotecária: Zenaide Emília Thomes Borges;

Tesoureiro Geral: Valdemir Ribeiro de Azeredo;

1º Tesoureiro: Adir Ribeiro.

Diretoria: Moacir Malacarne; Pedro Maciel da Silva e Tereza Vitória Monteiro.


16 - CTC NA INTERNET E NO BRASIL

O CTC era uma das poucas entidades culturais que em 1997 e início de 1998 possuía uma página (Home Page) na INTERNET a Rede Mundial de Computadores. Os diretores divulgavam o seguinte endereço:

http://www.geocities.com/Athens/8455


O Clube dos Trovadores Capixabas, CTC, reúne atualmente trovadores e não trovadores, desde que apreciem e gostem da Trova. O CTC realizou de 1980 a 1990 dez Seminários Nacionais da Trova na Grande Vitória, com visitas inclusive na Serra. Em 1983 foi realizada visita a Igreja dos Reis Magos, em Nova Almeida. A TV Gazeta esteve no local e fez entrevistas com os trovadores Clério Borges , Walter Waeny, de Santos, SP e Eno Teodoro Wanke, RJ.

O Décimo Seminário por deferência especial do então Governador Max Freitas Mauro, o Seminário foi realizado no interior do Palácio do Governo do Estado, na sede de Vitória. Na solenidade de abertura realizada no Salão térreo do Palácio Anchieta, a Banda de Música "Estrela dos Artistas", por indicação de Naly da Encarnação Miranda fez uma apresentação especial.

Em 1991, o Décimo-primeiro foi realizado em Ibiraçu. O evento teve total apoio do Prefeito Marcus Antônio Vicente e do Trovador local, hoje já falecido, Narceu de Paiva Filho, então Vice-Presidente do CTC.

Em 1992 o Seminário foi em Afonso Cláudio. O evento foi prestigiado pelo Prefeito Methódio José da Rocha e pelo Sr. José Saleme, representante da Fundação Jônice Tristão, que mantém na cidade o Centro Cultural, uma Biblioteca e uma Casa de Cultura.

Em 1993 o Seminário foi em Guarapari. A então Prefeita Morena Espíndula compareceu na solenidade de abertura.

Em 1994 o Seminário foi em Linhares, tendo coordenação de Cleusa Vidal e Isabel Taquetti, sendo destacada a participação do Prefeito José Carlos Elias.

Em 1995, o Décimo-quinto Seminário foi realizado em Domingos Martins, com total apoio da Secretária Municipal de Turismo, Diomedes Maria Caliman Berger, do Prefeito Alfredo Meyer e do Deputado Estadual, Lourival Berger. No último dia foi realizada a Missa em Trovas na Praça Principal de Domingos Martins e contou com a presença do Exmo. Sr. Governador do Estado, Dr. Vitor Buaiz.

Em 1996 o Décimo Sexto Seminário foi realizado no Clube Riviera, na Praia de Jacaraípe.

O 17º Seminário em Julho de 1997 foi realizado com sucesso na cidade de Conceição da Barra. O 18º Seminário foi realizado em Vila Velha, o 19º na cidade de Anchieta e o 20º e último Seminário Nacional da Trova foi realizado com sucesso na Cidade de Domingos Martins, onde já havia sido realizada uma edição do evento em 1995.

As reuniões do CTC são na casa do Presidente Clério Borges, em Eurico Salles - Serra.

Na Internet são fornecidas informações sobre os Seminários e os Trovadores nos seguintes endereços: